08/02/2012

Chegada na Alemanha

Viagem bem bacana! ;)


23/01/2012

Ouvi dizer que...


Venho de um mês inteirinho de férias, um ótimo mochilão pela Alemanha. Encerrei um ano bem sucedido no trabalho e parti para a Europa com a cabeça erguida, perante o cumprimento de minhas metas pessoais e de meu progresso no fabuloso 2011.


Melhor que as perspectivas que me aguardavam foram mesmo os dias que passei por lá, na companhia de pessoas queridas, interessantes e atenciosas. Me sinto privilegiada também em afirmar que, melhor que os dias que se sucederam nas cidades que visitei, foram os amigos que reencontrei no meu retorno.

Para me fazer compreender: sempre procurei ser agregadora no dia-a-dia dos que comigo convivem; não me agrada a ideia de ser reconhecida como "garota enxaqueca", especialmente em ambiente profissional. E este post é totalmente voltado a este assunto. Não faz parte de mim aquele posicionamento quadrado de separar lado profissional e lado pessoal, até porque os profissionais são pessoas. Como separar uma coisa da outra? Por isso, em ambiente corporativo, faço sim amigos utilizando isso em meu favor.

Deixei bons e velhos nas empresas por onde passei e, sem jamais perdê-los na contagem dos meus dias, vou em busca de novos. Foi exatamente uma vitória assim que pude constatar no meu retorno ao trabalho, no último dia 11. Deparei-me com um comentário que me deixou em estado de êxtase incontestável. Um dos grandes amigos que fiz - talvez o melhor de todos - disse-me com um sorriso tímido no rosto: "Paula, foi uma alegria para mim ouvir falarem bem de ti enquanto estiveste de férias. Em nenhum momento teu nome foi usado para reclamações. Pelo contrário, fizeste falta a muita gente". Se eu estivesse de frente para o espelho, tenho certeza de que veria meu rosto iluminar-se diante de um comentário tão gratificante. Meu propósito de agregar amigos no meu cotidiano estava se cumprindo gloriosamente. Pergunto, isso tem preço? Certamente, eu não saberia quantificar a riqueza deste sentimento.

De lá pra cá, busco intensificar as palavras doces em detrimento das sórdidas; tento incessantemente disparar discursos de cooperação em vez de demonstrar pedras na mão. Não somente por caracterizar a pré-disposição do trabalho em grupo, mas por realmente permitir que seja aflorada minha personalidade sedenta das pessoas maravilhosas que ainda estão por cruzar o meu caminho.

Torço permanentemente para que situações como essa transbordem em minha vida. Deixo que esse excesso de sentimentos bons me invada e me leve consigo, como um prenúncio de prosperidade nos meses deste ano novinho em folha que começou tão bem.

^^

14/01/2012

Esse meu resfriado é tristeza. É o meu coração que chora. Ele chora tão profundamente que não consegue acalmar-se nem para abrir-se. Cada lágrima que dele escorre é um pensamento triste que se perde em minha alma...

05/12/2011

Sintaxe desordenada

Há poucas semanas, experimento o verbo participar. No sentido transitivo pleno, aquele capaz de envolver todos os sujeitos. Eu participo de uns poucos, eles participam de mim e nós participamos do mundo. E assim trocamos, mas não tanto: ainda deixo a desejar na troca de predicados; fico devendo.

A participação, que antes me tangenciava, agora me acerta em cheio, como um soco na cara. Não só tenho me envolvido muito mais intensamente, como sinto a vontade alheia dos sujeitos indeterminados de participarem de mim, de descobrirem o sujeito oculto que aqui dentro se esconde. A participação efetiva, com o mesmo peso profissional e pessoal, não chega até mim na forma de sorriso. Pelo contrário: aparece sim na forma de palavras rudes, como um choque adorável de "te liga", instigando-me e requerendo minha atitude. Palavras estas às quais respondo ainda com malemolência e insegurança, temendo a quebra da dura carapaça desse coração escorpiano. Outras palavras, estas infinitamente doces e macias, me vêm como contraposição a toda a aspereza de antes. E eu as tenho aceitado e correspondido de alma surpreendentemente aberta.

Na contramão dessa sintaxe desordenada, eu, sujeito composto de inúmeras personalidades, busco um complemento, ansiando por demonstrar minha enorme capacidade de morfar. Se tivesse que traduzir o sentido etimológico do termo participação no meu dia-a-dia, certamente eu falaria em interesse. Das pessoas na minha vida, meu na vida das pessoas, e de fazermos a diferença no mundo. Para somar ao interesse, também falaria em movimento. Sim. A necessidade de marcar a significância de um ser através de seu movimento e envolvimento com o mundo.

Sinto-me inundada por pessoas que se interessam por mim, pelo meu trabalho, pelos meus defeitos e qualidades, pela minha personalidade de moleca que tantas vezes é anulada pela minha irritante mania de não abrir-me com ninguém.
Vou ser eternamente grata a essas pessoas que estão, em tempo presente, fazendo a diferença para mim. Talvez elas não façam a mínima ideia da força que têm na minha mente e no meu coração; talvez elas não durem muito tempo em minha vida. Não importa: efêmeras ou perenes, estarão sempre comigo. Chega do intransitivo.

Abraço!

27/09/2011

Vlog do Fernando

Eu reclamo mesmo. "Ai, estou muito cansada". "PQP, tem trabalho da pós para entregar". "O que eu o fulano quer de novo comigo? Me erra!". "Ciclano, faz favor, atende esse telefone e diz que eu morri...".

Depois desse vídeo, eu até não achei tão ruim ser atarefada. Acho que é até uma benção. Sinceramente, eu nunca havia pensando nisso.

Você está muito ocupado para assistir?