26 de jun de 2009

You won't ever be alone, King of Pop (29/08/1958 - 25/06/2009)

Michael dançava forte e lindamente. Sua equipe de bailarinos eternizou as batidas contagiantes de suas canções. Os videoclipes foram inovadores, megaproduzidos, verdadeiros espetáculos eletrônicos. Um artista e tanto.
Não espanta que tenha morrido do coração. O dele sempre pareceu enfraquecido. Iniciou sua carreira num grupo em que seus membros praticamente não tinham identidade própria. Como fã, prefiro acreditar que as especulações é que deram origem às polêmicas de sua vida, regadas e muito bem alimentadas pela mídia mundial.
Michael tinha a mente de um garoto. Um garoto aparentemente carente, que vivia sozinho na sua própria "Terra do Nunca". Uma triste fantasia escondida por detrás de portões gigantes feitos de ouro. Michael não pôde suportar tirarem a sua Neverland.
Cantor, compositor, ator, escritor, produtor, diretor, dançarino, instrumentista, estilista e empresário. E muito mais que isso. Um visionário, um vanguardista na música, na postura de palco e na produção eletrônica. E muito mais do que isso. Alguém cuja dança e estilo marcaram para sempre a história da música. E muito mais do que isso. Pelo menos, para mim.

Michael Jackson morreu nesta quinta-feira,
25 de junho de 2009, vítima de ataque cardíaco. Morre o astro e nasce o mito.

*** Em 45 anos de carreira, sendo 38 anos solo, o cantor lançou 12 álbuns gravados em estúdio: Got To Be There (1971), Ben (1972), Music and Me (1973), Forever, Michael (1975), Off the Wall (1979), One Day in Your Life (1981), Thriller (1982), Farewell My Summer Love (1984), Bad (1987), Dangerous (1991), History: Past, Present and Future – Book I (1995) e Invincicle (2001).

Mais 12 coletâneas e edições especiais foram lançadas: The Best Of (1975), Anthology (1995), History: Past, Present and Future – Book I (1995), Blood on the Dance Floor (1997), The Millennium Collection (2000), Greatest Hits: History – Vol 1(2001), Number One (2003), The Ultimate Collection (2004), The Essential (2005), Visionary: The Video Singles (2006), Thriller: 25th Anniversary Edition (2008) e King of Pop (2008).
Fonte: http://territorio.terra.com.br

No próximo dia 13 de julho, Jackson começaria em Londres a série de 50 shows daquela que seria sua última turnê. Os ingressos esgotaram em poucos minutos.

You Are Not Alone, do álbum History - Past, Present And Future - Book 1 (1995)

21 de jun de 2009

Um ilustre desconhecido


Estava eu no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, aguardando o retorno do meu pai, depois de uma longa temporada dele em Recife. Me encontrava no portão de desembarque, louca para avistá-lo de longe, abanar, ver seu sorriso aconchegante e rumar de vez para casa, afinal já era passada da meia-noite. Eis que começam a aglomerar-se muito perto de mim, algumas garotas. Algumas muitas garotas. Sim, eram cerca de vinte. Todas - todas, de todas mesmo - com máquina fotográfica em mãos, soltando pequenos gritinhos do tipo: "- Olha, lá está ele!"; "- Ele está sentando, esperando a bagagem". Eu tive de perguntar: "- Gurias, me desculpem a curiosidade, mas quem está aí?" Uma delas respondeu, perguntando: "- Quem está aí??? O Max do Big Brother!"
Putz, brochei. Esperava ouvir um nome realmente empolgante... O "max-do-big-brother" é para matar. Ok, ele veio no mesmo voo que o meu pai. Grande coisa.
Até que as meninas, ansiosas, se aquietaram. Mesmo impacientes, acredito que contavam em silêncio os segundo para ver o tal do mais novo astro midiático. Num repente, meu coração quase salta pela boca: quem vem lá? Ninguém menos que Luís Fernando Veríssimo. Puxa, eu realmente gosto da leveza dos textos dele. Me interessam suas colunas no jornal. Eu até achei bacana o jazz que ele faz. Uau! Alguém me empresta a câmera agora mesmo, antes que ele suma de vez atrás da porta automática?
Que câmera, cara pálida? Tu estás até louco se pensa que qualquer das garotas fãs do "max-do-big-brother" sequer reconheceu o rosto de L. F. Veríssimo. Ele passou por elas como um qualquer, ilustre desconhecido, com uma expressão nitidamente cansada da viagem. Simplesmente passou, com um andar pesado e lento. Se foi, direto para a rua.
Por Deus, gurias!!! Vocês viram quem acabou de passar por vocês, suas pragas ignorantes e suscetíveis? Não, com certeza. Não desgrudaram os olhos da bagagem do "max-do-big-brother", imbecis! Cuidado, dá um canto aqui do portão de desembarque para o "flávio-do-big-brother" que veio buscar o amigo.
Meu pai chegou, pegou a bagagem, me deu o melhor abraço dos últimos tempos e fomos para o carro. As gurias continuaram lá a tirar fotos com "o-max-e-o-flávio-do-big-brother".
Lamentável incidente.

16 de jun de 2009

Talento Universitário - CDL Porto Alegre



O TCC não precisa ser aquele trabalho/estudo de caso/artigo que dá um trabalhão danado pra ser escrito e depois fica esquecido na gaveta em uma pasta eletrônica qualquer. Você pode explorar o máximo dele, a exemplo do prêmio Talento Universitário.

A CDL Porto Alegre lançou o TALENTO UNIVERSITÁRIO, um prêmio bacana para fazer valer a monografia de quem está se formando agora ou concluiu o curso até 2007. O importante é o foco em inovação e benefícios para o segmento varejista.

O primeiro colocado ganha uma bolsa de estudos de R$ 8.000,00, para começar a investir na pós. Isso é o máximo!!!


Inocentes

11 y 6 - Fito Paez

En un café, se vieron por casualidad
cansados en el alma de tanto andar,
ella tenía un clavel en la mano.
El se acercó le preguntó si andaba bien,
llegaba a la ventana en puntas de pie,

y la llevó a caminar por Corrientes.


Miren todos, ellos solos
pueden más que el amor. (y son mas fuertes que el Olimpo)
Se escondieron en el centro y en el baño de un bar,
sellaron todo con un beso.

Durante un mes vendieron rosas en La Paz,
presiento que no importaba nada mas
y entre los dos juntaban algo.
No se porque, pero jamás los volví a ver,
el carga con 11 y ella con 6,
y si reían les daba la luna.


Miren todos, ellos solos

pueden más que el amor. (y son mas fuertes que el Olimpo)
Se escondieron en el centro y en el baño de un bar,

sellaron todo con un beso.


8 de jun de 2009

Nossa metáfora

Ele jurava que o quadro estava torto na parede. Eu dizia, não. Expliquei que a moldura era daquele jeito. Torta e defeituosa. Ele insistia. Está torto. Levantava o quadro, tirava o prego e furava de novo a parede. Eu deixava. Aquela luta com o quadro, o prego e a parede. Ele insistido nos defeitos. E eu, molhada. Completamente molhada com a beleza da tela. Decorando as cores. Pensando numa casa maior, com muitas paredes para pendurar todos os meus quadros tortos. Raquel Lemos

Fiquei feliz comigo mesma quando consegui extrair a miudeza e sutileza dessas palavras, que se tornaram um belo sentido para os últimos dias que tenho vivido.