31 de mai. de 2010

Uma ponte para o coração mais doce do mundo

No último domingo estive no hospital em companhia da minha avó, que está internada. A minha velhinha infartou há alguns dias e aguarda cirurgia, no auge dos seus 83 anos. Ontem fui visitá-la e constatei uma realidade que não queria ver: uma luzinha de personalidade cada vez mais fraca; uma palidez que agora ofusca as memórias nítidas e a alegria dos tempos idos.

Dizem que avó é mãe em dobro. Eu digo que é em triplo: ela cuidou de mim por bastante tempo na minha infância, na ausência de minha mãe. A avó que me acordava nas manhãs de inverno do Sul para ir para o colégio, vestindo-me com carinho o uniforme da escola em meio a espreguiçadas; servindo-me com amabilidade o pão quentinho com manteiga derretida antes de chegar o microônibus. Sempre me recordarei disso.

O que me realmente assustou-me foi a branquidão de seu rosto, a frieza de sua pele, a fraqueza de sua voz. Deus, onde foi parar a minha avó linda e loira, com energia para ir aonde bem entendesse, com economias suficientes para encher de presentes os netos, com disposição para acompanhar-me na cervejinha do final de semana? Por que os anos trouxeram para a minha “mãe tripla” manchas em sua pele? Por que os meses diminuíram a vitalidade de seu olhar? Por que os dias a fio roubaram sua energia de viver? Quando é que a vida foi acontecendo e não permitiu que eu não prestasse atenção nestes sinais do tempo?
Aprendi com seus bons e maus exemplos. Observei suas reações. Ouvi suas histórias. Lamentei suas perdas. Ri de suas piadas amarelas. Contei piadas sujas para que ela sorrisse amarelo. Cozinhamos, festejamos, choramos, ouvimos, lemos, dançamos, viajamos, torcemos (sempre, e sempre juntas) para o Grêmio, Aproveitamos o tempo. Talvez menos do que nós quiséssemos ou certamente menos do que eu pude.
A vó é só coração. Isso eu pude aprender com aqueles sinais do tempo que consegui perceber. Aprendi que uma pessoa que não guarda rancor é o ser humano mais lindo que pode existir. Essa é a vó, que sempre fez questão de lembrar-se apenas das palavras doces, que sempre me tratou por “Paulinha”, indistintamente com 05 ou 27 anos.
Vó, FORÇA, BOA-VONTADE, ESPERANÇA foi o que me ensinaste. Agora mostra que sempre estiveste certa.

14 de mai. de 2010

Dia da Solidariedade em Porto Alegre

Não deixe de participar! O Rotary Club de Porto Alegre - Moinhos de Vento estará presente. Venha conhecer os nosos projeots.
Mais informações AQUI.



6 de mai. de 2010

Sub-celebridades - Não faz sentido!

Achei essa figurinha no Youtube. Não sei que é, nem de onde vem. Não tenho a mínima idéia sobre o que ele já gravou e, ainda assim, não tenho nenhum receio de postar o vídeo abaixo. Adorei.
Felipe, isso faz muito sentido!!!
Abraço!


1 de mai. de 2010

Uma parede inteirinha no Opinião que ensina a coreografia de Thriller. Quem me conhece deve imaginar o tamanho do meu delírio ao descobrir isso.
Abraço!















18 de abr. de 2010

A Era das Facilidades


O nosso retrato diário no século XXI: colher os frutos da modernidade. Correr sempre de um lado para o outro atrás de limites e prazos que nós mesmos nos impomos (aida que sejam humanamente impossíveis de serem cumpridos). Refletindo sobre isso nas minhas tantas idas e vindas, apelidei minha maneira de viver como "A Era das Facilidades".

O que tivemos após a Revolução Industrial? Profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social, o boom da tecnologia, a inteligência digital adaptada ao nosso cotidiano, o que resultou numa estrondosa evolução em todos os sentidos. Ao longo das últimas décadas, as gerações vêm experimentando essa evolução, consumindo-a e igualmente adaptando-se a ela. A todo momento, admitimos mais e mais equipamentos à nossa disposição, máquinas inventadas e aperfeiçoadas para suprir as necessidade do lar ou do ambiente empresarial, capazes de substituir a mão-de-obra humana, ainda que isso demande grandes investimentos que se pagam em curto ou médio prazo e eliminem uma dor de cabeça para os grandes empresários high-techs.

Então, defendo aqui a minha teoria: a tecnologia nos trouxe à "Era das Facilidades". Consegues perceber o que isso significa? As facilidades nada mais são do que uma ligeira (e maravilhosa!) canalização da tecnologia para o bem-estar e a comodidade do ser-humano. É isso que eu digo, e é este o meu modo de viver. Admiro e acho fundamental até as máquinas exclusivas para o aquecimento de água para o chimarrão. No supermercado, vou direto à prateleira que me oferece a embalagem de leite de caixinha com tampa de rosca, à couve já cortada e embalada, aos tomates em bandeja; ao bolo pronto, aos guardanapos de papel; aos jogos americanos que substituem a toalha da mesa de jantar. O controle remoto do ar-condicionado; o portão eletrônico da garagem; o roteador que permite acesso à internet a partir de todos os computadores existentes lá em casa. Tudo isso é muito maravilhoso! E não me restrinjo aqui apenas à tecnologia em equipamentos, não. Mais importante que isso considero as facilidades nos serviços de que necessitamos e admiro as empresas que têm se adaptado a essa realidade. Porém, parece que estamos indo até num sentido contrário. Para marcar um horário no dentista, quero poder ligar para a central num sábado à tarde e ser atendida. Quero enviar um e-mail de "Fale conosco" a uma instituição pública e receber resposta. Quero entrar numa farmácia e comprar meu produto preferido sem ter que depender de atraso de fornecimento. Quero bons restaurantes perto da minha casa e não apenas nos bairros mais charmosos da cidade. Quero a otimização do atendimento bancário, já que nunca teremos as agências abertas no final de semana, tampouco até às 22h. Quero ter acesso a todas as bibliotecas do mundo, a todos os trabalhos de conclusão, dissertações e teses sem ter que pagar por isso ou ir até lá.

Bem, esta é a minha percepção de facilidades. Sei que algumas delas ainda estão longe de se tornarem uma realidade, mas acredito que nos encaminhamos para isto. Por enquanto, minha percepção preferida de facilidade é não ter que cozinhar. Isso sim é o suprassumo da facilidade e da felicidade. Perto disso, o resto é apenas um detalhe.

Abraço!